terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Espetáculo “À frente de seu tempo” pro jornalista Edu Dias é emociona público

Nesta segunda-feira, 21, foi realizado o Espetáculo “À Frente de seu tempo”, no Teatro Municipal de Osasco, evento beneficente para a família do jornalista e articulista cultural Eduardo Dias, internado na UTI do Hospital Antonio Giglio vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido no dia 17 de novembro.


O espetáculo foi organizado e produzido por amigos de Eduardo Dias, com o intuito de levantar recursos para amparar sua família. Participaram diversos representantes do cenário cultural paulista, com um roteiro diversificado que contou com leituras de poesias, apresentação de grupos de música, violão, balé, teatro, com destaque para um dos artistas preferidos do Edu, o cantor Renato Braz, entre grandes expoentes da música regional.


Na área externa do teatro ocorreram perfomances do grupo Baque Estendas, de Maracatu. Artistas plásticos doaram suas obras para venda que ficaram em exposição no hall de entrada do teatro. Na Feirinha Cultural , foram colocadas à venda peças de artesanato, telas, livros e CDs doados por artesãos, artistas plásticos, poetas e escritores de Osasco , com renda revertida para o fundo de auxílio à família de Edu Dias.


Ao final do espetáculo o público ovacionou a belíssima apresentação dos artistas e o histórico ato de solidariedade entre amigos.


Sobre Edu Dias : Articulista de cultura, ator, produtor e dramaturgo, Eduardo Dias é conhecido na cidade pelos textos críticos e analíticos das colunas "Em Cena" e "Espelho Mágico", esta última publicada há cerca de 15 anos no jornal Correio Paulista, e pelos trabalhos desenvolvidos atualmente nos veículos do Grupo News, de Barueri.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Eduardo Dias na UTI

Nesta terça, 17, fomos todos golpeados por uma triste notícia. O querido amigo e articulista Eduardo Dias, ícone da reportagem cultural na Região Grande Oeste, sofreu um AVC e está na UTI do Hospital Antônio Giglio, em Osasco.

Edu cumpria uma das tarefas que mais ama (como especialista em teledramarturgia), cobrindo a coletiva da novela "Uma Rosa com Amor", no SBT, para a Revista Barueri News. Em meio a euforia da coletiva sentiu-se mal e desmaiou no local, sendo socorrido pelo fotógrafo Thiago que o acompanhava e levado ao Pronto Socorro do SBT.


Segundo informações, demorou cerca de 40 minutos até ser atendido e medida sua pressão que estava em 25 x16.

40 minutos para ser atendido? Que absurdo! Isto é pronto-atendimento?
Os amigos imprensa regional já solicitaram esclarecimentos quanto à demora do atendimento ao SBT e aguardam informações à respeito.


Edu está na UTI do Hospital Antonio Giglio, na região central de Osasco. Segundo informações médicas deve permancer por lá para que exames sejam realizados. De acordo com o superintendente do Hospital, que está acompanhando de perto o caso, não é possível a realização de uma cirurgia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Veja isso: repórter da record tenta burlar assessoria de imprensa e se dá mal

O pior é que ela insiste no mico. Mas, parabéns à moça,pois no final acaba até se saindo bem.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

De vítima à culpada

De vítima à culpada

Vestida para “matar”. Assim foi a aluna da Geisy Arruda, 20, estudante da Uniban, para mais um dia de aula. Mas nem ela mesma poderia esperar pelo estardalhaço que seu micro vestido iria causar, resultando até na expulsão da universidade onde cursava turismo, e que segundo nota oficial, sua expulsão foi motivada porque ela teria tido "uma postura incompatível com o ambiente educacional”.

Ora, ora, em que país estamos?
O informe oficial ainda diz que “foi uma ação provocativa da aluna, buscando chamar atenção para si por gestos e modos de se expressar, que resultou numa atitude coletiva de defesa do ambiente escolar”.

Não é irônico? Uma pessoa não pode mais se vestir da forma que quer. Vamos retomar os uniformes; escolares e adotá-los na universidade, que tal? E mais, separar as alas das meninas e dos meninos. E melhor ainda, colocá-los ajoelhados sobre milhos quando utilizarem roupas inadaquedas. Talvez assim tenhamos uma “sociedade mais comportatinha”.

Ah, por favor! Que rídiculo. Quem são esses jovens para crucificar a garota, puritanos? E a universidade, que deveria promover a tolerância, simplesmente cumpre este papel inquisidor. É inacreditável que nos dias de hoje exista tanta demagogia de forma tão descarada.

O MEC anunciou que vai pedir esclarecimentos à Uniban sobre a expulsão da estudante. A ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas Públicas disse que irá interpelar a universidade. Enfim, esse “pouco” pano, ainda vai dar muito para manga.

Hoje a Uniban já voltou atrás em relação a expulsão da garota.Em tempo.Mas o episódio já marcou ponto negativo para a universidade.Tsc, tsc, tsc.

domingo, 1 de novembro de 2009

Fotojornalismo - Retrato da realidade


Mulher de 70 anos trabalha quebrando pedra na India (Reuters)


Sou apaixonada por fotografia, sobretudo o fotojornalismo. O registro nu e cru da realidade, traduzindo mensagem em apenas um clique eh algo magico.

Eh como se a poesia fosse traduzida em imagens, ou se contasse a historia de uma vida inteira em um retrato.

Nesta foto, por exemplo, refletimos sobre a dificuldade de sobrevivencia na vida desta indiana, trabalhando duramente ainda aos 70 anos de idade. Parece desamparada, largada a propria sorte. Essa imagem emociona, fica registrada na memoria e nos remete a reflexao.

Essa eh a principal beleza no fotojornalismo, o convite a questionamentos sobre a exposicao da realidade.

Apaixonante. Um caminho que pretendo trilhar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Censura prévia dos tempos da ditadura parece ressurgir das cinzas


Certos artigos merecem nosso respeito. Este de Roberto Muylert ressalta a questão da ditadura na chamada "era Sarney". Neste caso, Muylert critica a proibição da justiça de que o jornal O Estado de S. Paulo publique algo referente ao filho do senador.

Mas há muitos casos em que a censura é inversa, dentro dos próprios jornais, que não permitem a publicação de certas matérias por jornalistas.Não há dúvidas, na minha opinião, que vivemos uma ditadura da mídia, que monopolizam as informações e as manipulam, salvo raras excessões.  E também vivemos uma ditadura camuflada, em que algumas autoridades políticas mandam e desmandam nas redações dos jornais, embora muitas vezes não diretamente.

Liberdade de imprensa é uma utopia, que está intimamente vinculada ao dono da empresa jornalística ou ao melhor anunciante. Eles quem ditam o que se pode publicar ou não. E nós jornalistas, qual o nosso papel?

Sobreviver. E ter jogo de cintura e o mínimo de dignidade para preservar o bom jornalismo, ou o que resta dele.

Bom, voltando ao artigo, confira na íntegra oque foi dito.

Até mais,

Raquel Duarte


Censura prévia dos tempos da ditadura parece ressurgir das cinzas



Nos 20 anos em que durou o regime militar, não era necessário ser de extrema esquerda para se defrontar com a censura a cada passo — como empresário editorial, profissional de imprensa ou mesmo como leitor.

As notícias proibidas pelos censores não podiam ser deixadas em branco no jornal, assim como não era permitido fazer menção no próprio veículo censurado às restrições impostas às redações, onde um censor tinha sempre cadeira cativa.

Foi quando surgiram os famosos trechos de "Os Lusíadas", de Camões, no Estado de S. Paulo e as receitas culinárias no Jornal da Tarde em substituição aos parágrafos eliminados pela censura.

Na televisão, os produtores precisavam assistir aos programas novos, ainda não exibidos, com um censor sempre ao lado, que poderia interromper a exibição a qualquer momento para esclarecimentos e exigência de mudanças.

No programa "Vox Populi", criado por mim e Carlos Queiroz Telles na TV Cultura na década de 70, a entrevista sensação seria a de um metalúrgico carismático, líder sindical de São Bernardo do Campo (SP), em sua estreia na televisão.

Era o primeiro programa de entrevistas na TV permitido pelo regime militar, que partia do princípio de que, ao aprovar um programa como aquele, em emissora com audiência restrita, estaria mostrando certa liberalidade em relação ao controle que exercia sobre as mídias, ao mesmo tempo em que corria risco tolerável, não tão grande quanto se a transmissão fosse numa emissora comercial.

Aquele "Vox Populi" era aguardado com expectativa pelas autoridades do governo, que desejavam descobrir o que passava na cabeça daquele líder que julgavam de extrema esquerda, chamado Lula, e que riscos estariam correndo quando ele expusesse seus pontos de vista e a sua oratória na TV.

No estúdio da TV Cultura, num domingo à noite, com a emissora quase deserta, enquanto se aguardava, por via das dúvidas, o início da transmissão do programa já gravado, irrompe um oficial do corpo de paraquedistas exigindo, enérgico, a fita do programa, que, segundo ele, não iria ao ar de forma alguma.

Depois de vários telefonemas para as autoridades que aguardavam a transmissão, mais a interferência do governador de São Paulo, o programa foi oficialmente liberado e exibido ao impaciente oficial, que precisou se conformar, bastante irritado, com a situação de fato, embora ele fosse um livre atirador, agindo por conta de um grupo que não concordava com esse tipo de abertura.

Outro fato testemunhado por inúmeros jornalistas foi o enterro de Vladimir Herzog, conduzido com muita rapidez para evitar incidentes e presenciado por alguns presos que estavam sendo torturados nos quartéis, simultaneamente a Herzog, e que foram conduzidos à cerimônia, por tempo reduzido, apenas para provar que estavam vivos.

No culto ecumênico de sétimo dia de Herzog, na catedral da Sé, ninguém estranhou quando um "acidente" interrompeu o trânsito na av. Nove de Julho e limitou o grande afluxo de pessoas que se dirigiam à Sé.

Assim como foi considerado compatível com a situação política alguns andares de um edifício comercial contíguo à catedral estarem ocupados por uma dezena de fotógrafos oficiais, cuja missão era fazer o registro de todos os que chegavam à missa.

Todas essas peripécias precisavam ser encaradas, na época, por aqueles que deviam conviver com as restrições, por obrigação profissional, num regime de exceção.

Mas agora, num Estado democrático de Direito, torna-se quase impossível entender a censura imposta há três meses ao jornal "O Estado de S. Paulo", proibido de divulgar informações sobre Fernando Sarney — filho do senador José Sarney-, indiciado pela Polícia Federal por falsificação de documentos para favorecer empresas em contratos com estatais.

Uma clara violação do direito de livre expressão, garantido pela Constituição brasileira e por convenções internacionais subscritas pelo Brasil. O processo foi transferido para a Justiça Federal de primeira instância do Maranhão, capitania em que a família Sarney exerce reconhecida influência.

Fica assim conspurcado o direito da sociedade brasileira à livre informação sobre assuntos de interesse público, numa situação esdrúxula, em que a censura prévia dos tempos da ditadura parece ressurgir das cinzas, com renovado e descarado vigor, em pleno regime democrático.

[Artigo publicado originalmente pela Folha de S.Paulo, desta sexta-feira, 23 de outubro de 2009]

domingo, 18 de outubro de 2009

Conferência de Comunicação realizada em Osasco debate sobre “Meios para a construção de Direitos e de Cidadania na Era Digital”


por Raquel Duarte



Nos dias 16 e 17 de outubro foi realizada a 1a. Conferência Municipal de Comunicação de Osasco. O evento realizado no auditório da Unifieo foi organizado pela prefeitura municipal com o objetivo de promover discussões sobre os gargalos da comunicação. Após o debate que acontece simultaneamente em mais de 40 municípios, a Conferência passará para a esfera estadual e finalmente federal, que ocorrerá que nos dias 14 e 17 de dezembro em Brasília.

Na abertura da Conferência participaram os jornalistas Pedro Pomar (editor da Revista Adusp), e Luiz Carlos Azenha (correspondente internacional), o chefe de gabinete da prefeitura de Osasco, Luciano Lub, o reitor da Unifieo, Dr. José de Castro Soares Hungria e o prefeito Emidio de Sousa. “Esta conferência visa lançar luz sobre este tema tão importante que é a comunicação. A democracia é falada em muitos círculos, mas espero que seja compreendida e absorvida como elemento fundamental da comunicação no Brasil”, disse Emidio.



TEMAS

A Conferência apresentou três enfoques para debate. No primeiro bloco o tema foi “Produção de Conteúdo nos Meios de Comunicação Brasileiros” com o jornalista Eduardo Maretti (editor da Revista Fórum e diretor de redação do Jornal Visão Oeste) e o cientista político e professor da FGV e PUC, Franscisco Fonseca. O jornalista Altamiro Borges autor do livro “A ditadura da mídia” que estava programado para compor a Mesa não compareceu ao evento por problemas de agenda.

No segundo bloco foi apresentado o tema “Meios de Distribuição” com a presença do vereador e jornalista José Américo (ex Diário do Comércio e Folha de S. Paulo), Jornalista Marcelo Parada (Rádio Jovem Pam, Rádio Bandeirantes), jornalista Alberto Luchetti (Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo, Rede Globo). O bloco teve mediação da diretora de Comunicação da Prefeitura de Osasco, Emília Cordeiro.

No último bloco foi apresentado o tema “Cidadania: Direitos e Deveres” com o jornalista e diretor da Secretaria de Cultura Ricardo Dias, o deputado federal João Paulo Cunha e representante da entidade Intervozes, que representa a sociedade civil na Comissão organizadora da Conferência Nacional de Comunicação. O encerramento foi realizado pelo sociólogo Dênio Rodrigues.

DISCUSSÕES

A Conferência debateu a comunicação como a definição de “um direito humano” e criticou a concentração da mídia e poder, apontando o perigo social que representa os grandes conglomerados da comunicação e da propriedade cruzada (em que uma empresa de comunicação atua em várias segmentos).

Para o cientista Político, Franscico Fonseca “É primordial o combate ao monopólio se quisermos a democratização na comunicação no país”. De acordo o professor Fonseca, o processo de discussão e mobilização é muito rico e poderá apontar fundamentos para acabar com o fim do ‘aparthaid social”, “São 16 milhões de pessoas analfabetas e 15 milhões de analfabetos funcionais no país. Portanto, o desafio é grande e a luta só está começando”, destacou Fonseca.

Para o jornalista Luiz Carlos Azenha estamos diante de um momento histórico . “Esse momento tem a ver com o fato que passamos a ocupar um papel social diferente por causa da tecnologia da informação”. Azenha reforçou a preocupação com os gargalos da monopolização dos meios de comunicação e criticou a “midiatização” da sociedade. “As grandes empresas de comunicação lidam com a informação de acordo com seus interesses e a sociedade é a principal vítima”.



VERBAS DE PUBLICIDADE

Outro ponto discutido na palestra foram os critérios de mercado para a destinação das verbas de publicidade, hoje sendo direcionadas de acordo com os números da audiência ou de circulação, alimentando o círculo vicioso de investimentos nas grandes (e mesmas ) empresas de comunicação e reforçando o monopólio.

O jornalista Albeto Luchetti criticou com muito humor, o que chamou de “trapalhadas” das grandes emissoras como TV Globo e Bandeirantes que deixaram suas empresas nas mãos de herdeiros, segundo ele “incompetentes e imbecis”. Luchetti também destacou a competição desigual de verbas de publicidade com as grandes empresas de Comunicação.

“As grandes emissoras, por exemplo, oferecem uma bonificação de valores para as agências de publicidade e fecham programação para longos períodos porque tem como investir. É fundamental que exista uma fiscalização efetiva da sociedade civil para que a democratização seja possível”, defendeu Luchetti.



PRODUÇÃO DE CONTEÚDO

O jornalista Eduardo Maretti abordou o tratamento da informação no caso do Golpe da Venezuela (ocorrido em 11 de abril de 2001) e citou outros exemplos midiáticos. Criticou duramente a homogeneização e manipulação da informação nos diversos veículos brasileiros e suas consequências para a sociedade.“ A mídia não é democrática porque não existe [pontos] contraditórios nela. Não há diferença na divulgação de informações e quando existem, estão ligadas aos interesses econômicos de quem divulga”, apontou.

Maretti defendeu a produção da Mídia Livre e a valorização de projetos independentes com premiações que possibilitem a continuidade destes trabalhos.



Principais sugestões apontadas na conferência:

- Democratizar a participação da sociedade civil nos meios de comunicação

- Estabelecer critérios de fiscalização (realizada pela sociedade civil) para o conteúdo das Mídias

-Estimular o acesso aos meios de informação (como a disseminação do acesso à internet)

- Acabar com o oligopólio midiático – estabelecendo-se mecanismos progressivos de desconcentração do poder

- Democratizar verbas publicitárias – estabelecendo que nenhum veículo concentre mais que uma porcentagem X dos investimentos publicitários

- Criar linhas de créditos bancário (como as do BNDES) para investimento em meios de comunicação alternativos, pluralizando os meios de comunicação

- Implantar ouvidor independente nas mídias