terça-feira, 29 de setembro de 2009

Audiência pública no Senado debate PEC que restitui exigência do diploma

Opa pessoal, notícia fresquinha do Portal IMPRENSA:

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado realiza, na próxima quinta-feira (1), audiência pública para debater a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que restitui a exigência do diploma no Jornalismo.

Foram convidados a participar do debate os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo; da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Pimentel Slaviero; da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo; da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito; e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, além de representantes do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor).


A proposta do senador exige o diploma para o exercício do trabalho jornalístico, mas abre espaço aos colaboradores - que, por não terem vínculo empregatício com os veículos, poderão ser originados de outras formações. A PEC isenta ainda a necessidade da graduação aos profissionais que já obtiveram registro junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.


Na defesa da PEC, Valadares argumenta que a destituição do diploma pode vir a desqualificar o conteúdo produzido no país. "Empresas jornalísticas de fundo de quintal poderiam proliferar contratando, a preço de banana, qualquer um que se declare como jornalista".


O senador frisa, ainda, que o trabalho do jornalista, diferente do articulista - cargo que não exige formação - não expõe opinião, pautando-se pela imparcialidade. Segundo Valadares, exige-se do profissional de imprensa "a apuração criteriosa de fatos, que são então transmitidos à população segundo critérios éticos e técnicas específicas que prezam a imparcialidade e o direito à informação, o que requer estudo e profissionalismo".

A informação é da Agência Câmara.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Frente Parlamentar em defesa do diploma

Sempre fui árdua defensora na tese de que não adianta chorar "sobre o leite derramado". Mas sabe que no fundinho, essas lutas quase que isoladas e abafadas de alguns setores da imprensa ou ligadas à ela para a volta do diploma para jornalistas estão acendendo uma pontinha de otimismo?

Sim, começo a crer que algo pode ser feito em relação a defesa da exigência do diploma. Se as afirmações do Mercadante são revogáveis, porque o fim da exigência do diploma não pode ser?

Hoje foi publicado no Congresso em Foco a notícia sobre a criação da Frente em defesa do diploma de jornalismo na Câmara. De acordo com a matéria, o grupo, composto inicialmente por 184 deputados e 12 senadores, tem por objetivo reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão.

A matéria também destaca que, segundo a assessoria de imprensa do autor de uma das PECs, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS)que retoma a obrigatoriedade do diploma,  a frente deve realizar audiências públicas pelo país para mobilizar jornalistas e alertar a sociedade brasileira em relação aos riscos da decisão do STF.

 Entre outras funções, a frente terá o papel de propor uma lei de transição para atual período, em que o diploma não é exigido. Essa eu gostei.

Mas uma tarefa da Frente que merece o título de "MISSÃO IMPOSSÍVEL" é a mobilização dos jornalistas. Taí , essa eu quero ver.E não vale contar com gatos pingados e sindicatos. Quero ver os colegas lá, na luta.  E quem sabe, não vá pra lá também.


por Raquel Duarte com informações do Congresso em Foco

sábado, 5 de setembro de 2009

Melhores cursos de jornalismo

Nesta semana a Revista IMPRENSA divulgou as melhores faculdades de jornalismo da região Sudeste segundo pesquisa realizada pela publicação.

Na pesquisa foram utilizados critérios como titulação e experiência profissional do corpo docente, infraestrutura e experiência laboratorial, projeto pedagógico e presença no mercado de trabalho.

Confira a alista publicada pela Revista Imprensa:

01 Faculdade Casper Líbero, FCL (São Paulo, SP)

02 Universidade de São Paulo, USP (São Paulo, SP)

03 Pontifícia Univ. Católica de Campinas, PUC-Campinas (Campinas, SP)

04 Pontifícia Univ. Católica de São Paulo, PUC-SP (São Paulo, SP)

05 Pontifícia Univ. Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio (Rio de Janeiro, RJ)

06 Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo, SP)

07 Pontifícia Univ. Católica de Minas Gerais - PUC-MG (Belo Horizonte, MG)

08 Universidade Metodista de São Paulo - Umesp (S.Bernardo do Campo, SP)

09 Instituto Superior de Ciências Aplicadas - ISCA (Limeira, SP)

10 Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH (Belo Horizonte, MG)

Bem que eu gostaria de cursar uma pós. Falta tempo, falta din din. Então, como sugeriu uma amiga jornalista, o negócio é ser auto didata. E vinde-nos as maralhavilhosas bibliotecas universitárias!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Diagramador agora é jornalista, segundo justiça

Já que é festa, que todos tenham direito a dançar. Aparentemente foi com essa filosofia que o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina acatou a solicitação de registro de jornalista realizado por um diagramador de um jornal na cidade de Brusque. Pois é, segundo divulgou o site Comunique-se nesta semana, “ Os juízes da 1ª Turma rejeitaram o voto da relatora e mantiveram decisão de primeira instância por entenderem não ser necessário o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. O autor da ação pediu o seu enquadramento como jornalista para receber as diferenças salarias previstas nas convenções coletivas da categoria e a aplicação da jornada de trabalho especial de cinco horas. Espertíssimo não? O site Comunique-se relata que “O jornal contestou o pedido, alegando que ele não poderia ser enquadrado como jornalista por não possuir diploma de graduação na área. Em primeira instância, essa tese foi derrubada com base no Decreto-lei 972/76, que diz não ser necessária a graduação em comunicação social para o exercício da função de jornalista/diagramador. O jornal recorreu e a juíza Águeda Maria Lavorato Pereira não só manteve a decisão anterior, como acrescentou em seu voto: “esta discussão, aliás, restou superada uma vez que em recente decisão proferida no julgamento do Recurso Extraordinário nº 511961 (em 17.06.09), o pleno do STF derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista”. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho. E agora José, como fica o tiro no pé? Sinceramente, existem casos e casos. Neste em especial, não vejo a necessidade de registrar o diagramador como jornalista, que aparentemente só quer receber os “louros” da profissão, se é que existem. Conheço alguns diagramadores ótimos que além de executarem o serviço que lhes cabe, dão sugestões de títulos, matérias e interferem diretamente nos textos. Alguns até escrevem melhor que muitos jornalistas diplomados. Mas peraí, conceder o registro assim, de graça? Poxa, é preciso ter parâmetro, no mínimo o profissional tem que ter mérito para tal título. Não vamos chutar o balde! Se não, onde iremos parar? Raquel Duarte com informações do Site Comunique-se.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nova lei de adoção amolece corações

Cuidado! Não se contagie! É roubada adotar bigodudos do Senado!

domingo, 2 de agosto de 2009

Sarney, afaste de mim este cale-se!

Quanta ironia! Quem um dia convocou o povo brasileiro para realizar atos de fiscalização agora trata de censurar a imprensa (e portanto o interesse público).

O poderoso político maranhense – e parlamentar mais antigo ainda em atividade no Congresso Nacional , José Sarney – mexeu seus pauzinhos para censurar qualquer publicação que trate da Operação Boi Barrica (ou Operação Faktor) , coordenada pela Polícia Federal que investiga Fernando Sarney, filho do Senador.

O moçoilo em questão é “ suspeito” de fazer caixa dois na campanha de Roseana Sarney nas eleições de 2006 para governo do Maranhão. Detalhe: antes das eleições ele sacou a quantia “irrisória” de 2 milhões de reais.

Mas quem é o dito cujo que concedeu esse "Cale-se" à imprensa? Ninguém menos que ex-consultor jurídico do Senado e do “convívio social” da família Sarney (e amigos), desembargador Dácio Vieira. Vimos mesmo que seu lema em nome da amizade é “Dácium-jeito”! Vergonhoso!

Outra ironia foi a defesa dos advogados de Fernando Sarney relatando que “ a divulgação de qualquer material sobre o assunto fere a honra da família”. Então humildemente concluo que nessa história - o povo que se F....exploda!

Ora, ora. Como vemos o buraco é mais embaixo. Mas felizmente, não é mais “secreto”. Trancaram-se as portas, mas sempre existe a opção das janelas. A imprensa não é e nunca foi santa. Mas com certeza não ficará calada. Não deve.

Assim esperamos. Jornalistas e brasileiros.

Texto de Raquel Duarte

Nota: História de Jose Sarney http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Sarney