segunda-feira, 22 de junho de 2009
Estudantes de jornalismo realizam manifestações isoladas
Nesta segunda-feira, 22, manifestações isoladas de estudantes de jornalismo foram sentidas em algumas regiões do país, quase como uma leve cócega. Os estudantes conduzidos por sindicatos, tentam chorar pelo leitederramado. Não seria um pouco tarde para atos de protesto?
Jornalista é a categoria mais individualista que conheço. Não compartilham nada, não lutam por nada em comum. Raramente se sindicalizam. É uma vergonha! Mas de vez enquando dividem mesas nos bares para os happy hours.Muito de vez enquando.E olha que eu sei bem do que estou falando.
Óbvio, existem os bem intencionados. Talvez até me encaixe nesta categoria. Mas depois de tanta porrada no estômago, fiquei incrédula. Já sonhei com associações, lutas comuns e outros blá-blá-blás que chega a me dar sono!
Mas, tomara que estas manifestações tímidas acordem os jovens profissionais, pois é preciso estar sempre atento à tudo e agir antecipadamente. Se a categoria fosse unida, se tivesse brigado mais, se...
Mas já era. Resta nos preocupar com as possíveis regulamentações da profissão. E que isso nos sirva de lição.
Em Sampa, o point foi na Av. Paulista, onde cerca de 100 estudantes (isso mesmo, 100, num universo de quantos milhares mesmo?), liderados por sindicatos (óbvio) fizeram uma passeata "pacifica" contra a Queda do diploma.
Outros manifestantes fizeram ato de protesto, em frente ao hotel Renaissance, na região dos Jardins, onde o presidente do STF participou de almoço-debate. O evento foi promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e tem como tema 'A Justiça, o Homem e a Lei'.
No Rio de Janeiro, estudantes e jornalistas usaram nariz de palhaço e camisetas pretas, com faixas faixas em que se lia “Só diploma de jornalista garante qualidade da informação”.
No Rio Grande do Sul, os jovens vestiram roupas escuras, muniram-se de apitos, panelas e cartazes reclamavam da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
No Paraná estudantes do curso de jornalismo realizam um protesto no sábado (20) na Rua XV de Novembro, centro de Curitiba (PR).
domingo, 21 de junho de 2009
Pontos de Vista - Consequências da Queda do Diploma para jornalistas
Nova matéria publicada na internet destaca diversas opiniões sobre a extinção do diploma para jornalistas. Achei bem interessante, porque o assunto gera muita dúvida confusão.
Além da questão da competitividade desigual (que sinceramente questiono), há ainda a dúvida nos aspectos trabalhistas nesta fase pós queda do diploma. Vamos lá, eu também estou buscando informações mais completas à respeito. Abaixo, o texto:
Polêmica sobre diploma de jornalista
O STF decidiu que o jornalista não precisa mais de diploma para exercer a profissão
O fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo no Brasil, decidido por 8 votos a 1, na quarta-feira passada, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), não fará com que o piso salarial da profissão perca a validade nem, tampouco, o fim dos cursos de Jornalismo oferecidos pelas universidades. Independente de ser ou não formado em jornalismo, todo o profissional que for contratado para trabalhar em uma redação será remunerado conforme as convenções estabelecidas pelos sindicatos da categoria, já que a profissão continua a existir.
Contudo, essa decisão do STF gera preocupação e polêmica entre as classes e associações relacionadas ao jornalismo por conta de uma possível depreciação da profissão, já que empresas de comunicação poderão contratar profissionais com outras formações que não a específica da área.
“Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O piso salarial é estipulado pela categoria e pelos sindicatos, por convenções. A categoria não acabou. O que acabou foi a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão”, explica Ana Amélia Mascarenhas Camargo, diretora da Associação de Advogados Trabalhistas de São Paulo, em entrevista à reportagem do site Comunique-se. Da mesma forma, o diretor do Núcleo Editorial e Liberdade de Expressão da Associação Paulista de Jornais (APJ) e diretor do jornal Vale Paraibano, Fernando Salerno, afirmou que a desobrigatoriedade do diploma para jornalistas não afetará as empresas de comunicação que se preocupam com a qualidade de seu produto.
“O mercado leitor é o grande regulador da questão e nenhuma empresa que se preze vai querer colocar em risco a qualidade editorial do seu produto”, diz Salerno que mantém em sua redação 63 jornalistas diplomados na área. Ele é contra a obrigatoriedade, não contra os cursos de jornalismo: “A decisão do STF é simplesmente coerente com o que reza a Constituição em vigor. Se não queremos uma democracia de fachada, não devemos aceitar a existência de uma democracia tutelada”, diz ele, que acredita que a obrigatoriedade é uma anacronismo e o que vale é o talento do profissional. “Em minha opinião, a parte técnica é uma questão facilmente suprimida por meio de cursos técnicos de jornalismo”.
Defendem a manutenção e a existência dos cursos de jornalismo, como imprescindíveis à formação do jornalista, o reitor da Universidade de Sorocaba (Uniso), Aldo Vannucchi, e o diretor da Escola Superior de Administração e Marketing (Esamc), Sandro Vidotto. “Eu concordo com o STF, o diploma não é obrigatório, mas temos de fazer uma leitura da realidade de Sorocaba, por exemplo”, diz o reitor da Uniso, que oferece o curso desde 1995. Aliás, entre 1998 e 2008, a Uniso formou 11 turmas, colocando no mercado cerca de 600 novos jornalistas. Ele diferencia o diploma do curso de jornalismo. Segundo ele, a formação universitária em jornalismo é essencial para a aplicação das técnicas de jornalismo e das novas tecnologias. “O que importa, na verdade, é o conhecimento, esse é fundamental ao jornalismo e a qualquer outra profissão”.
“Enquanto instituição, ficamos numa posição de tranquilidade. Acreditamos que não é fácil ser jornalista e que é uma das atividades mais estressantes, mas temos a certeza de que os órgãos sérios, que têm responsabilidade social, continuarão a contratar profissionais diplomados em jornalismo, por isso, vamos continuar investindo no curso”, ressalta o diretor da Esamc, que abriu o curso de jornalismo em março passado. De acordo com ele, a liberdade de expressão não tem nada a ver com a obrigatoriedade ou não do diploma, pois a maior preocupação é com quem irá atuar de modo responsável e ético na formação de opiniões.
Se para os diretores das universidades e do representante da APJ a obrigatoriedade é dispensável, para os representantes de classe e para a coordenadora do curso de Jornalismo da Uniso, Katy Nassar, a decisão do STF foi um equívoco e, no mínimo irresponsável. “O profissional de jornalismo tem tanta responsabilidade social quanto um médico. Uma notícia mau apurada e mau dada pode matar alguém”, assevera Katy, citando o ‘Caso da Escola Base’.
Destaca, também, que a parte humana e social e a leitura crítica da mídia e do jornalismo de modo geral são obtidas no curso de jornalismo. Ela, que atua há 29 anos na área, afirma que a faculdade forma profissionais que transformam a realidade, portanto, é indispensável que o jornalista tenha a formação adequada.
“Se as empresas começarem a contratar profissionais de outras áreas, que não sejam jornalistas, o leitor certamente perceberá a queda da qualidade técnica do jornal”, afirma a presidente da Associação Sorocabana de Imprensa (ASI), Sandra Vergili. “É a partir do conhecimento técnico, da formação do jornalista e do reconhecimento do profissional que é possível oferecer qualidade final aos leitores, ouvintes ou telespectadores”, observa. A depreciação financeira é outra preocupação das entidades de classe.
(fonte: cruzeirodosul.inf)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Começo de um novo mundo
Puxa, escapei de ser linchada ontem, por alguns colegas que discordaram da minha singela opinião sobre o Fim do Diploma para Jornalistas. Pessoal, o mundo não acabou mesmo. Tenho dito, rs!
Mas já que hoje é sexta-feira e não quero retomar este polêmico assunto, estou seriamente pensando num recomeço profissional . Amo escrever, portanto penso em utilizar meus conhecimentos na área de Literatura e Língua Portuguesa. Mas antes preciso saber se tenho o "dom" para tal coisa.
Para testar minha didática, eis amigos, minhas primeiras dicas para escrever bem em nossa amada língua:
*** Dicas bem humoradas da Língua Portuguesa ****
1. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
5. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
6. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Evite o emprego de gíria. Ninguém merece isso, mesmo que pareça maneiro, valeu?
9. Nunca use palavras de baixo calão, porra! Elas podem transformar o seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!
25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.
28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade – e esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
29. Outra barbaridade que tu deves evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar, já que é insuportável o mesmo final escutar o tempo todo sem parar.
Oque vocês acham? Tenho talento "pra coisa"? bjs
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Fim do diploma não é o fim do mundo
O assunto é polêmico, sem dúvida. Para alguns, causa até urticária. Mas o fim da exigência de diploma para jornalistas não é novidade. Desde que eu estava na faculdade, lá pelos idos de 96/97, o tema já era debatido. Claro que para uma jovem universitária, de classe média como eu, isto poderia sinalizar "o fim do mundo", mas não era. E não é.
Não vou dizer que seja- exatamente - uma coisa boa para os jornalistas. Mas também não considero que seja algo ruim para os bons jornalistas. A verdade é que as boas redações continuarão a exigir qualidade e competência destes profissionais, como sempre o fizeram. E as fontes, continuarão confiando em quem sempre acreditaram. E os entrevistados sempre darão mais crédito aos jornalistas que trabalham em um veículo de informação. Ou seja, quem tem competência e talento, irá se destacar ou manterá seu espaço.
A verdade é que as faculdades estão enlouquecidas com o prejuízo que essa mudança irá acarretar. Então fizeram e continuarão fazendo campanha contra. Natural. Assim como também é compreensível a preocupação dos futuros formandos e focas quanto a consequente desvantagem para se conseguir o primeiro emprego.
Mas ainda continuo batendo na mesma tecla. A qualidade do profissional irá sobressair. Talento e Ética não são aprendidos em faculdades, mas é algo inato. E o verdadeiro jornalista é o profissional de corpo e alma e não precisa ostentar diploma.
Raquel Duarte, orgulhosamente jornalista
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STF aprova fim da exigência do diploma de jornalista
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, por oito votos a um, pelo fim da exigência ao diploma de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão.
Os ministros acolheram o recurso ajuizado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF) contra uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que tinha afirmado a necessidade do diploma.
Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello acompanharam o voto do presidente do STF, Gilmar Mendes, que relatou a matéria. Apenas o ministro Marco Aurélio foi contrário. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não participaram do julgamento.
Mendes afirmou que a Constituição Federal de 1988, ao garantir a ampla liberdade de expressão, não recepcionou o decreto-lei 972/69, que exigia o diploma.
"É fácil perceber que formação específica em curso não é meio idôneo suficiente para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros", afirmou Mendes em seu voto. Em sua argumentação, o presidente do STF fez alusão ao exercício profissional da culinária: "um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área".
Mendes citou várias pessoas ilustres que exerceram a profissão sem diploma no curso e salientou que o jornalismo se diferencia por uma estreita vinculação ao exercício pleno das liberdades de expressão e informação. "O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada", afirmou Mendes.
"Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra", afirmou o ministro Ayres Britto ao acompanhar a decisão do relator.
O ministro Cezar Peluso disse que experiências de outros países demonstram que o jornalismo sempre pôde ser bem exercido sem qualquer exigência de formação universitária. "Não existe no exercício do jornalismo nenhum risco que decorra do desconhecimento de alguma verdade científica", afirmou.
Após garantida a maioria, o ministro Marco Aurélio Mello proferiu voto contrário ao fim da exigência do diploma, sustentando que são necessários conhecimentos técnicos para o exercício da profissão. Ele ressaltou que várias pessoas entraram na faculdade de Jornalismo acreditando que exerceriam uma profissão regulamentada.
Fonte :Terra
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Diploma jornalista
Garganta profunda
Minha dica de hoje para os jornalistas (e interessados) de plantão é saber tudo sobre o Garganta Profunda. Não, não estou sugerindo nenhuma pesquisa sobre filmes pornôs. Garganta Profunda foi o apelido de William Mark Felt, ex-vice-diretor do FBI, fonte dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein no caso Watergate.
O livro "A vida do Garganta Profunda" que será lançado no Brasil na próxima sexta-feira (19)revela os motivos que fizeram Mark Felt, falecido em 2008, a denunciar o presidente americano e os problemas familiares que enfrentou ao revelar a espionagem do governo norte-americano.
A obra conta segredos do FBI e do caso Watergate, conhecido como o maior escândalo político da história recente dos Estados Unidos.
A operação de espionagem denunciada pelo jornal Washington Post derrubou o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 1974. O caso teve tanta repercussão que virou um livro e um filme, "Todos os homens do presidente".
Imperdível, né! Uma boa sugestão de presente pra mim! Alguém se candidata? rs
Com informações do site Comunique-se
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Pleonasmo
Desta vez não escolhi nenhum assunto relacionado diretamente com a imprensa. Para nossa diversão postei um vídeo, muito assistido no Youtube dos "Melhores do Mundo". O "sequestrador " em questão, só pode ser um jornalista revoltado. Assista e entenda porquê.
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