sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Barack Obama
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Paixão de jornalista
Foto ilustrativa
Quando comecei a escrever, fui movida pela paixão. E continuo. Mas no início da faculdade, aprendi a dosar um pouco isso, a me moldar, a ter uma espécie de equilíbrio entre a realização e o tesão de escrever. Era 1995, e embora já existisse até internet, era uma ferramenta nova e começando a ser adotada nas faculdades. O computador também. Portanto assisti a fase de transição do uso das máquinas de escrever para os computadores.
As máquinas de escrever eram antigas, de ferro, esverdeadas ou cinzas. Tinham teclas pretas com letras brancas. Os teclados eram altos e esquisitos e muitas vezes duros. Mas o bacana era o som que as máquinas de escrever proporcionavam. Quando escrevíamos, todos juntos, parecíamos “um exército das palavras”.
Era fascinante, mas nada supera a tecnologia e a facilidade que a internet nos oferece hoje. Não saberia viver sem ela. Mas o que também me fascina é a paixão pelo jornalismo, que ainda reside em corações e mentes de alguns nobres profissionais.
Recentemente recebi um e-mail que relata exatamente esta paixão. Agradeço ao “Seu Pedro”, por me conceder a honra de divulgá-lo.
Raquel Duarte
As antigas máquinas de escrever notícias!
* Seu Pedro (*)*
Quando iniciei no jornalismo nem diploma para ele havia, foi em 1965, eu tinha 18 anos. Foi no Jornal do Commércio, de Manaus, e a redação usava as máquinas "Léxion 80" da Remigton Rand, fabricadas no Rio de Janeiro, na Avenida Brasil no bairro de Guadalupe. Como hoje temos que dominar conhecimento sobre as ferramentas do computador, o redator chefe daquela época nos exigia conhecer cada tecla e sua função, e os parafusos de uma máquina de datilografar. Estávamos sempre prontos para solucionar eventuais problemas que pudessem aparecer, como se fossemos /*mecanógrafos*/.
Nunca aconteciam problemas, mas sabíamos tudo, até em qual lixeira iam parar as tampas boleadas das máquinas, uma vez que preferíamos teclar sem elas para que mais rapidamente pudéssemos enrolar de volta os carretéis das fitas, com o “carinho” que dispensamos ao equipamentos, embora conseguíssemos reduzir seu tempos úteis. Para mostrar que eu dominava por completo, como era vontade do chefe, então até decorei o endereço da fábrica da Remigton.Escrevíamos o texto por encomenda de tamanho; tantas linhas x tantos toques (normalmente 72).
As fitas "acabavam no fim", rasgadas de tanto receberem as pancadas das teclas. Não fazíamos revisão no texto, isto era tarefa do revisor. Se houvesse erro na edição a culpa estava somente com ele! Não importava se fossemos datilógrafos de fazer sair “fumaça” do teclado ou se “catador de milho”, mas que déssemos conta de nossa pauta.
A redação sim tinha que ser boa, com respostas precisas aos seis itens indispensáveis a uma boa notícia; *“/o que, quem, onde, quando, como, por quê?” /*Assim quem soubesse teclar a máquina, tivesse a verve jornalística, soubesse ordenar um texto, investigar com lisura os fatos, assumisse suas responsabilidades, e tivesse ética acima de tudo, era jornalista diplomado na vida diária de uma redação; sem dificuldades! Não importávamos com diplomas, apenas com o registro profissional que nos habilitava ao exercício da profissão.
Não tínhamos o Manual de Redação e Estilo, mas procurávamos sempre acompanhar o estilo adotado pelo patrão, neste caso o da empresa “Diários Associados”.Usávamos a entrelinha espaço 03, para que o revisor pudesse escrever o correto acima de nossos erros que procurávamos evitar, mas se acontecesse não ficávamos envergonhados.
Os jornais tinham melhor qualidade em seus textos, eram até mais gostosos de serem lidos. Já não existe o tom literário, não há mais as entrelinhas que criavam o estilo pessoal de cada redator. Não era como a maioria dos jornais de hoje. Usam o método “copiar colar”. Ficam todos iguais, quem lê um leu todos!Tenho saudades, pois na redação só os que passavam do primeiro mês, e por si se “diplomassem” naquele curto espaço de tempo, é que ficavam.
Os aptos, mesmo sem diplomas eram respeitados e participavam das altas rodas. Eram “cordialmente detestados”! Uma época em mandava o governo militar de exceção.Eu, obediente às ordens emanadas do Quartel General, e naqueles anos Dom Élder Câmara, alcunhado pelo governo de “Arcebispo Vermelho”, tinha o nome proibido de ser citado em notícias, então eu o chamava de “Arcebispo Verde e Amarelo”, o que fazia com que os censores ficassem vermelhos de raiva!
Seu Pedro é o jornalista Pedro Diedrichs, 61 anos, editor do jornal Vanguarda, de Guanambi – Bahia, que hoje relembrou o tempo em que o repórter “dormia” na redação, para ver a filha da pauta nascer.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Quem matou Eloá?
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Políticamente incorretos
9º lugar - Guilherme Bouças, com o slogan: 'Chega de malas, vote em Bouças.'
8º lugar - Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP). 'Lingüiça Neles!'
7º lugar - Em Descalvado (AL), tem um candidata chamada Dinha cujo slogan é: 'Tudo Pela Dinha.'
6º lugar - Em Carmo do Rio Claro, tem um candidato chamado Gê. 'Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.'
5º lugar - Em Hidrolândia (GO), tem um candidato chamado Pé. 'Não vote sentado, vote em Pé.'
4º lugar - E em Piraí do Sul tem um gay chamado Lady Zu. 'Aquele que dá o que promete.'
3º lugar - A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan: 'Vote com prazer!'
2º lugar - Candidato a prefeito de Aracati (CE): 'Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.'
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Tiros políticos
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Metendo a língua
As coisas acontecem mesmo loucamamente neste país. Enquanto o Brasil necessita de profundas mudanças na economia, política e no judiciário, resolvem reformar a língua portuguesa. Apesar do tema ter sido abordado na imprensa nesta semana, a sugestão para a alteração nas regras ortográfica é antiga. Chegou às manchetes devido a sanção do acordo pelo presidente Lula. E essa mudança não foi cogitada agora. Ela tramita desde os anos 90 e visa integrar os países que falam a língua portuguesa, ou seja, os países lusófanos. De acordo com as novas regras, as principais mudanças do "português-Brasil"ficam por conta dos acentos agudo e circunflexo, trema e hífem. No Brasil essas mudanças atingirão 0,5% da nossa regra. A adaptação acontecerá gradativamente, de 1º. de janeiro de 2009 até 2012. Se os brasileiros já eram enrolados com a propria língua, imagina depois desta reforma. Quem já tinha aprendido alguma coisa, terá que "desaprender". Que ironia. Não dá para negar que a intenção original ‘parece’ boa. Mas até agora não ficou claro como estas poucas mudanças podem resultar em benefícios. A não ser para os donos de gráficas que terão que adaptar milhões de dicionários e livros didáticos, não consigo achar graça nesta reforma. Para se ter uma idéia, estima-se que R$ 90 milhões serão gastos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) só na compra de dicionários. E pra nós, onde está a vantagem? O mais trágico é que ninguém tem interesse em debater o assunto. A consulta pública realizada pelo MEC recebeu só 12 e-mails. Brasileiro é chegado em questões polêmicas de alto grau e este assunto pareceu morno demais. Com esta reforma tímida, o português entre Brasil e Portugal não chegará a ser unificado. Mas com certeza irá dificultar a língua para quem nunca entendeu muito dela: os próprios brasileiros. Raquel Duarte
domingo, 28 de setembro de 2008
O encanto presidencial
Com um joelho ardente, recém esfolado, fiquei na ponta dos pés. De repente, uma estranha quietude. Não saberia explicar, mas a multidão que estava à instantes em alvoroço, silenciou-se e recolheu as incestuosas flâmulas partidárias para ouvir seu discurso.
Encantados, ouviam-no como quem aprecia uma orquestra pela primeira vez. Encantados, seduzidos, debruçados em seus próprios devaneios e fantasias. Sentia todas as migalhas de esperança serem recolhidas ali. Por alguns instantes deixei as anotações de lado para observar os olhares seduzidos das pessoas, quase num estranho transe. Os olhos lacrimosos entre o pranto e o gozo. Algo que não saberia distinguir com precisão.