segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chega pra lá!

Na foto, pessoas disputam espaço na piscina para enfrentar o forte calor em Nanjing, na província de Jiangsu. A onda de calor na China está com temperaturas que batem os 37º (Foto de C Sean Yong/Reuters).
Impossível não comentar o absurdo! A imagem do Portal Terra de hoje revela um dos absurdos que os chineses se submetem para tentar se refrescar. Essa imagem, por si só, me causa urticária! Como permitem essa mega lotação num clube? É uma escancarada falta de respeito ao ser humano, isso sim!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Campanha Salarial dos Jornalistas - 2009

Recebi um comunicado do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo sobre a Assembleia da Campanha Salarial que será realizada em 13/07 as 19h30 na sede da entidade. Confira o conteúdo:

ATENÇÃO JORNALISTAS

Os patrões fizeram uma proposta inaceitável de reajuste de salários dos jornalistas de jornais e revistas de São Paulo. Eles propõem pagar o aumento em duas parcelas, sendo uma em junho (3%) e outra em dezembro (2,38%). Por esses índices, o piso da categoria para cinco horas passaria a ser de R$ 1.790,40 em junho e R$ 1.833,01 em dezembro. Os mesmos índices de reajuste valeriam para quem recebe até R$ 4.000,00, também em duas parcelas separadas. Para quem recebe acima de R$ 4.000,00 estão sendo oferecidos valores fixos de R$ 120,00 em junho e R$ 98,06 em dezembro. Um absurdo!

Aproveitando o momento de crise internacional, os patrões apresentaram uma contraproposta pífia. A realidade financeira das empresas não é de crise; o mercado publicitário teve crescimento no ano passado e o Brasil está entre os países menos afetados pelas turbulências da economia mundial. A posição patronal é de aproveitar o momento para consolidar ganhos às custas dos jornalistas.

Por isso, reforçamos: não deixe de participar da assembléia da campanha salarial. É hora de lutar pela categoria. Nossas reivindicações são:

- Piso de R$ 1.962,00 (cinco horas) e R$ 3.139,20 (sete horas), ou seja, 12,83%, unificado para Interior e Capital, mesmo índice de faturamento médio com publicidade conseguido pelas empresas

- PLR: multa de um salário nominal para empresas que não firmarem um programa segundo determinações legais

- Vale refeição/alimentação: um valor mínimo para todo o Estado

- Auxílio creche: R$ 242,00 por filho até sete anos

- Convênio médico: as empresas que não oferecem o benefício devem arcar com ajuda mensal de R$ 81,00 aos trabalhadores

- Acúmulo de funções: adicional de 40% ao jornalista que mantenha blog, coluna ou equivalente em site da empresa

PROFISSÃO CONTINUA REGULAMENTADA

Diante da decisão do STF, o Sindicato presta os seguintes esclarecimentos aos jornalistas:

1. O STF tornou sem efeito legal somente a apresentação de diploma de Jornalismo. Todos os demais artigos da regulamentação continuam em vigor

2. Pisos salariais, a jornada de cinco horas, acordos e convenções coletivas não foram objeto de discussão nesse julgamento

3. Os Sindicatos devem manter rigorosamente os mesmos procedimentos na emissão de cédulas de identidade

4. O ensino de Jornalismo não foi extinto 5. É muito importante protestar e denunciar o descaso e a irresponsabilidade do ministro presidente do STF, mas não podemos jamais esquecer que os principais responsáveis por essa agressão (fim do diploma) são os poderosos donos da mídia brasileira

Vamos lá pessoal, não é só fazer figas pra que tudo dê certo. Mobilização é fundamental! Nossa, mas peraí, não acredito (mais) em mobilização, ainda mais de quem, jornalistas? Ops, foi um lapso! (Há ainda, no fundo, alguma secreta esperança que eu esteja errada).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A falta de Educação

Para quem imaginou que absurdos na educação só acontecem no Brasil, ledo engano. De acordo com informações do site Terra (Argentina) uma professora do ensino fundamental na Califórnia (EUA) presenteou seus alunos com um DVD que continha imagens de um filme pornô em que ela mesma era a protagonista! Isso mesmo, filme pornô para a garotada!
Segundo informou o site, a mulher, identificada como Crystal Defanti, pretendia fazer um DVD com fotos e vídeos de aulas de momentos divertidos com os alunos. No entanto, ela afirma ter cometido um erro na hora da gravação e incluiu, sem querer, uma cena de um filme pornô que ela havia estrelado. Assim que soube que havia inserido as imagens no DVD, a professora avisou a polícia e os pais das crianças, na tentativa de fazer com que as crianças não assistissem as cenas. A direção da escola afirmou que ela deverá ser demitida, segundo a emissora americana CBS.
Já no Brasil, o erro é bem menos divertido e pode ser considerado "mais grave". Há alguns meses foram distribuídos milhares de livros inadequados para a rede pública estadual. Um destes livros que deveriam ser educativos tratava-se de uma publicação de humor com piadas de conotação sexual para a terceira série. Outro livro, este de poesias, foi entregue para a terceira série com frases como"Nunca ame ninguém. Estupre", "Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto"; e "Odeie. Assim, por esporte".
Tem mais: depois desse episódio ainda foram entregues livros de geografia incorretos, antigos e até com dois "Paraguais". Isso também é uma pornografia! E o Estado ainda de faz de "santo" e aponta milhares de culpados só para desviar o foco...E de desculpa em desculpa, a qualidade da educação no Brasil só perde.
Raquel Duarte

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Repórter do CQC é agredido no Senado

Perguntar ofende? Por que será Sarney? Tem motivos para se sentir ofendido? Pura sacanagem! Gosto muito de assistir ao programa CQC que continua sarcástico e estimula o interesse de jovens pela vida política do país. O programa comente alguns equívocos (ou exageros) vez ou outra, mas diria que os acertos são bem mais relevantes!Se você ainda não viu, assista!E depois dizem que vivemos num país "democrático!".
Confira o vídeo:

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Apitaço no Rio marca protesto pela obrigatoriedade do diploma de jornalista

Matéria de 1o. de julho publicada nos sites Terra e na Agência Brasil

Estudantes de comunicação e profissionais de imprensa realizaram no início da tarde de hoje (1º) uma manifestação pela obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. O protesto, em forma de apitaço, reuniu cerca de 50 pessoas, em frente ao antigo prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), no centro do Rio.

Os manifestantes também demonstraram apoio à proposta de emenda constitucional (PEC) do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que visa a alterar o Artigo 220 da Constituição, restabelecendo a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.

"Uma emenda vai incluir o artigo 220-A, exigindo o diploma de jornalismo e formação específica para a profissão. Entretanto, existirá uma ressalva na lei, admitindo os colaboradores, que não poderão ser chamados de jornalistas, ainda que desempenhem papel parecido", explicou o jornalista Cláudio Neves, um dos organizadores da manifestação.

Comentário da blogueira: Bom, muito bom. Quero ter o otimismo de muitos, mas confesso, estou cética, cética e cética. Estas manifestações isoladas, muitas vezes lideradas por partidos políticos ou interesses sindicais muito me preocupam. Não digo neste caso específico, liderado pelo jornalista Cláudio Neves, mas também não tenho mais detalhes sobre a matéria. Mas só o fato de acontecer o movimento, o ato político, de certa forma, me deixa feliz. É bom ver os jovens indo às ruas e brigando por um objetivo. Se importando com algo.Isso me faz recordar a adolescência e o movimento "Diretas Já".

Do lado de cá, continuo torcendo pelo jornalismo de qualidade.Sempre. Com ou sem diploma.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Atiradores no jornalismo

Enfatizo que foi importante cursar uma faculdade. Foi proveitoso aprender técnicas, valorizar o conhecimento geral, me aprofundar na área de jornalismo. Mas nada foi tão fundamental e decisivo do que colocar em prática tudo que aprendi. Com a experiência o jornalismo teve outro sentido.
Não aprovo e nem acho "bacaninha" a desvalorização da profissão. O risco eminente da queda do diploma, no meu ponto de vista, é exatamente esse. O jornalista já é um profissional desvalorizado, mal remunerado e incompreendido, rs. Claro, não é fácil.
Mas vejo pelo lado positivo. Àqueles que cursam uma faculdade só para ter DIPLOMA universitário, estão desorientados. Os que estão começando o curso, também. Os maus jornalistas, estão tremendo na base. Os inseguros, nem irão iniciar o curso. Colocando todo esse pessoal no mesmo saco dos "Desisto da Profissão" oque resta?
Um grupo realmente interessado. E nesse grupo, há os bons jornalistas e os profissionais (ou nem tanto assim) que querem atuar na área. Se me preocupam? Não. Pois não os considero meus concorrentes, confesso. Os "atiradores no jornalismo" não irão disputar vagas de trabalho comigo. Pois empresas que contratam profissionais com estas características, não é uma boa empresa pra mim. Sinceramente. Por que então, me preocupar com "jornalecos" que não irão contratar jornalistas formados? Esse não é meu foco, não mesmo!
Mas alto lá, aindo defendo um código de conduta e leis que regulamente a profissão como acontece em países que não exigem a formação de jornalista como: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Peru, Reino Unido, Suécia, Suíça, entre outros.

Projeto de Lei tenta retomar diploma

Matéria publicada no site Último Segundo em 28 de junho, destaca a tentativa de um grupo de parlamentares do retorno do diploma. Sinceramente, não estou nada otimista com a possibilidade. Para os maus informados, sou sim, jornalista com diploma. E também defensora árdua da qualidade no jornalismo. Mas acredito em outras possibilidades de qualificação e valorização do profissional além do diploma.Abaixo o texto publicado. E você, acredita que o Projeto da queda do Diploma é reversível? BRASÍLIA - O Congresso prepara três propostas de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei para tentar retomar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Apesar das declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de que a decisão da Corte sobre a derrubada do diploma é “irreversível”, um grupo de parlamentares se movimenta para restabelecer a obrigatoriedade de formação específica para a área. As três propostas de emenda constitucional estão na fase de coleta de assinaturas, enquanto o projeto de lei está em fase de elaboração. As PECs alteram o art. 220 da Constituição do capítulo da Comunicação Social. A primeira delas deve ser protocolada na próxima quarta-feira (1º) pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), com o apoio de 40 senadores. Leia a reportagem completa no http://www.congressoemfoco.ig.com.br