sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tiras do desenhista Paulo Stocker conquistam leitores de todas as idades



Um convite a pensar. Assim são os quadrinhos do cartunista Paulo Stocker. Suas mensagens são carregadas de sutileza e foge das obviedades.  As tiras com o personagem Clóvis retratam seu olhar singular sobre o cotidiano, com humor, doçura, crítica e acidez, quando necessário.


Urbano, ingênuo e clown, o personagem Clóvis é atemporal. Seus traços trabalhados em nanquim reforçam a simplicidade. Os quadrinhos são pantomímicos- não é utilizado recurso de texto – com mensagens representadas pelos traços singulares de Stocker.

As crônicas desenhadas encantam pela forma e narrativa, enfatizam a ideia e colocam o leitor em diálogo com o desenho. A identificação do público com o personagem é imediata. A diversão é garantida com a plasticidade provocante de seu trabalho.

Clóvis permeia São Paulo através dos grafites da Rua Augusta, em comércios, bares, muros.  As tiras também são retradas em camisetas, quadros, pôsteres e canecas personalizadas. Por sua identidade também com o público infantil, recentemente fez uma coleção para a marca Vacamarella.

PAULO STOCKER (Brusque/SC, 1965) é desenhista, ilustrador, caricaturista, cartunista e professor de desenho.  Recebeu o prêmio de melhor publicação de cartum, pela revista Tulípio, no Hqmix 2008. Publicou o livro Stockadas, em 2006, pela Via Lettera Editora. Colaborou nas revistas Coyote, Caros Amigos e Periódicos como Pasquim 21 e Jornal do Brasil. Vive em São Paulo desde 1995. Em 2010 Paulo Stocker lançou o livro Tulípio em coautoria com Eduardo Rodrigues pela Editora Devir. Atualmente publica o personagem Clóvis por diversos meios de comunicação e publicações.

Para conhecer mais sobre Clóvis e seu criador, acesse http://www.flickr.com/photos/stockadas/.

Texto: Raquel Duarte


terça-feira, 3 de julho de 2012

De volta again


Dureza. Toda vez que venho para blog, me cobro a periodicidade prometida. Estalo os dedos, abro e fecho as mãos, suspiro. Releio posts antigos, visito outras páginas e de repente, quando dou por mim, saí de novo.

Nem permito que a culpa segure meus calcanhares me impedindo de seguir em frente. Abro mentalmente uma lista homérica de justificativas como falta de tempo, excesso de tarefas, bagagens mentais escravistas, aprofundamento nulo de temas atuais, receio de mergulhar na superficialidade, autocrítica aniquiladora.

Mas e daí? Nada vale a pena se não formos deliciosamente nós mesmos. Nas imperfeiçoes reveladas e muitas vezes incompreendidas.Todos os erros serão absorvidos, superados, vencidos. Todos os acertos, saboreados. Que venham então. Não cabe a mim rasgar antigas páginas de um texto ideológico, nem mesmo de tecer palavras incompreensíveis.

Sou desta forma simples e fácil, com este sorriso absurdo que ilumina minha alma. Vamos nessa então. Retomemos ao velho e bom hábito da escrita. Livre e diversa, sempre!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

EPIC 2015 Portugueses

Bacana este resumo sobre a evolução do google até o  EPIC 2015 e o tratamento das leis autorais.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Entenda o que é SOPA e por que a internet está protestando contra isso


Achei bacana este texto da revista Super interessante e o reproduzo aqui. Vale a pena saber e se posicionar sobre o assunto.

Se você não acompanhou as notícias da internet dos últimos dias e acha que SOPA é só um prato quente brasileiro, fique por dentro. Como a SUPER anunciou ontem, a versão em inglês da Wikipédia está fora do ar, em protesto contra dois projetos que tramitam no Congresso dos Estados Unidos e que podem mudar para sempre o jeito como você usa a internet. Trata-se do SOPA e do PIPA.

O Stop Online Piracy Act (SOPA) (em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online) é um projeto de lei da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos que amplia os meios legais para que detentores de direitos autorais possam combater o tráfico online de propriedade protegida e de artigos falsificados. O objetivo geral é proteger o mercado de propriedade intelectual, impedindo que mais pessoas percam seus empregos por causa da pirataria. Já o Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act of 2011 (Ato de Prevenção Contra Roubos e Ameaças Virtuais à Propriedade iItelectual) é uma lei proposta nos Estados Unidos para combater sites relacionados à pirataria.

Na teoria, faz sentido impedir a pirataria. Todo mundo sabe que é contra a lei. Mas os dois projetos vão bem além disso e não vão afetar só os sites norte-americanos. Entenda alguns motivos do protesto:

1. Os projetos dão ao governo liberdade para pedir ao Google e outras ferramentas de busca para excluir determinados sites do resutado das pesquisas. Ou seja, o governo poderia tercontrole sobre a lista de links que você pode acessar quando joga uma coisa no Google.

2. O governo também pode pedir aos grandes provedores de internet para bloquear o acesso a alguns sites para os seus usuários. É exatamente a mesma estratégia usada para censurarconteúdos adultos ou políticos na Síria e na China.

3. Se o governo descobrir que você encontrou uma ferramenta online que burla o bloqueio, ele também pode bani-la. O problema é que algumas dessas ferramentas são bem úteis a grupos que lutam pelos direitos humanos em lugares onde há censura.

4. A proposta também pode impedir que empresas façam propaganda em sites que façam parte da lista negra do governo.

Se você realmente precisar das informações da Wikipedia, pode dar um jeito de driblar o bloqueio. Mas, no futuro, isso pode não ser mais possível.

A princípio, a maior parte dos sites com terminações .net, .com e .org não devem ser afetados. Mas se a lei passar, vão se abrir precedentes para que outras medidas de censura sejam feitas na internet mundo afora. Inclusive no Brasil. Alguns sites brasileiros (como o do cantor Gilberto Gil e o site Trezentos) dão força ao protesto, assim como o site da revistaWired.

Aqui também tem dicas legais para você se informar sobre o assunto: http://en.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act
http://en.wikipedia.org/wiki/PROTECT_IP_Act



segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Osama Bin Laden

Sim, senhoras e senhores, dizem que um dos maiores terroristas do mundo foi morto neste domingo. Bin Laden teria sido morto no 1º de maio,  durante o ataque dos EUA a uma mansão em Abbottabad, cidade militar a duas horas de Islamabad, capital do Paquistão. De acordo com o que foi divulgado na imprensa, o exame de DNA confirmou a morte do líder da Al Qaeda. "The game is over" para o homem mais procurado pelos EUA?

Não sabemos. As informações em doses homeopáticas para a imprensa me deixam instigada. Algumas justificativas americanas para fatos que poderiam facilitar a credibilidade da notícia são nebulosos o suficiente para alimentar vários questionamentos. Por que dificultar o acesso as comprovações do fato?

Enterrar o corpo no mar, sob a justificativa de seguir rituais locais, é no mínimo, questionável. Justo no momento máximo, que o mundo clama por imagens do terrorista, somem com o corpo? Enterrá-lo no mar é o mesmo que desaparecer com o cadáver, ou não? Ou será que outros países podem ter acesso ao corpo e realizar exame de DNA ?

Estranho também é o controle da divulgação de imagens do fato. Segundo publicado na imprensa, não divulgaram as imagens de Bin Laden morto por serem consideradas chocantes demais ao público.Sério? Por acaso não é algo extremamente esperado por milhares de pessoas? Essa justificativa só pode ser uma piada  mau gosto, só pode ser!


E quanto a foto divulgada de Bin Laden supostamente morto? Não é preciso ser especialista para estranhar aquela imagem. A boca entreaberta do terrorista da mesma forma que já apareceu em outras imagens, os olhos esmagados (ou sei lá o que é aquilo), falta de definição da imagem. Olha, não sei não. Tudo para mim é no mínimo, suspeito.

E quanto ao povo comemorando nos EUA? Tudo bem, muitos queriam a morte de Bin Laden, mas pouco depois da divulgação apenas jovens nas ruas? Um grupo aparentemente tão uniforme que me sugeria a militância de algum partido político. Será? Estranho.

Vamos lá, estamos no início e os fatos só começaram a aparecer. Demos então, tempo ao tempo. Como toda notícia, os detalhes são desvendados posteriormente. Pelo menos, assim espero. 





terça-feira, 5 de abril de 2011

Reestreia

Cá estou, reformulando meu blog. Não sei por qual caminho me perdi e deixei derramar as palavras. E lá foram elas, seduzidas pelo vento, seguindo rumo ao incerto.

Foram muitos os caminhos conduzidos. Mas também dispersos. Perguntei-me, onde estarão? Foram quase todas vencidas pelo cansaço, pela rotina, pelo excesso de deveres e restrição dos prazeres.

Mas, depois da necessária ausência, retornaram. Uma a uma, ainda tímidas, debruçando nas janelas. Nem mesmo o constrangimento pesando sobre os ombros impediram que voltassem.

Foram vindo, uma a uma, exaustas porém inquietas. Não foi preciso mais que um sorriso para que corressem e me envolvessem num abraço de reconciliação.










terça-feira, 20 de julho de 2010

Déficit de concentração, um mal do mundo moderno

Outro dia postei um site com um texto com data errada. O que mais me irritou - intimamente, nem foi a correção do chefe, que era justa e necessária. Mas sim a minha falta de concentração. Me recordo que tinha lido e relido o texto. Mas mesmo assim, me flagrei com um erro bobo, quase infantil.

Como não era a primeira vez que acontecia algo parecido, comecei a exigir mais de mim a cada trabalho. E percebi quantos fatores externos contribuem para nossa dispersão. O telefone que não para de tocar. Os e-mails que você tem que verificar. O MSN que você tem que responder. Entre outras roubadas que estão presentes em nosso cotidiano.

Até me questionei se por acaso, não teria o tão falado déficit de atenção. Quase entrei em parafuso. E hoje,20/7 curiosamente, o Jornal Folha de S. Paulo publicou em seu caderno “equilíbrio” a matéria: “Foco, procura-se”. Ela destaca exatamente a sensação de “crise de concentração” causada pelas novas tecnologias que mesclaram o trabalho e a diversão.

Segundo a matéria é muito comum que as pessoas queiram realizar mil tarefas ao mesmo tempo (eu mesma abro mil janelas no PC) e por conta disso, cometem erros grosseiros. Mas de acordo com a opinião do psiquiatra Paulo Mattos, professor da UFRJ, parte dessa culpa é da publicidade, que incentiva a sempre estar conectado e fazer várias coisas de uma vez.

A boa notícia é que a capacidade de se concentrar pode ser treinada e está ligada a motivação, segundo a jornalista e escritora britânica Harret Griffey (autora do livro The art of concentration). De acordo com a escritora, pesquisas descobriram que trabalhadores constantemente interrompidos pelo e-mail tiveram um declínio de dez pontos no QI – o dobro do impacto de fumar maconha!

Ela sugere que ao nos concentrarmos, prestemos atenção ao sentimento que nos envolve. Quando soubermos o que é esta concentração (quando faz algo do que gosta, como se sente?) e o que torna isso possível para nós? Identificada essa sensação, devemos praticar. Outra dica é estipular alvos como a regra dos ” cinco mais”. Passar cinco minutos a mais numa tarefa, partindo daí para estender o tempo: mais cinco problemas resolvidos, mais cinco páginas lidas, etc.

Ufa, me senti aliviada. Não sei se as dicas funcionam, vamos ver. Mas pelo menos sei que não sou a única a ser “avoadinha” de vez em quando...Que alívio!

Texto de Raquel Duarte com informações da Folha de S.Paulo